segunda-feira, 14 de março de 2011

Aprendizagem pela Arte

 

Existe uma grande necessidade de buscar significados sociais, as pessoas vivem alienadas e o ensino se instala sem uma mediação entre o sujeito que a prende e o conhecimento.
Fatos sociais são encarados de forma diferente pelos seres humanos, devido a subjetividade de cada ser.
Para Vygostky, a aquisição do conhecimento supõe funções psicológicas como a linguagem, imaginação, atribuição de significados, construção de sentido. Neste contexto a aprendizagem da arte exige-se pensamentos complexos. Compreender e produzir arte desenvolve estratégias intelectuais como análise, inferência, resolução de problemas entre outras, potencializa a habilidade manual, desenvolve os sentidos e a mente, ou seja, as capacidades de interpretar, compreender, representar, imaginar.
A arte contribui para justificar a sociedade.
A arte industrial considera as habilidades e contribuem para o desenvolvimento dos pais na economia, ela acompanha paises mais desenvolvidos, no âmbito moral, ela favorece o cultivo da vida espiritual e emocional, expressando sentimentos e emoções do mundo interior.
“Através da arte, pela fruição de objetos ou situações criados e presentados-representados pelo artista (...), os indivíduos podem, no ato de presenciar o novo, apreender uma nova visão de mundo; esse experimentar/ver amplia-lhes a consciência da realidade, enquanto simultânea e dialeticamente podem se ver, tornarem-se observadores de si próprios vivendo essa situação – ou seja, ao mesmo tempo em que mergulham numa realidade até então inusitada, pelo distanciamento e reflexão sobre seu próprio pensar e sentir ensejam em si próprios uma ampliação tanto da consciência como da autoconsciência” (PEIXOTO, 2003, p. 56).

Peixoto deixa claro o papel da Arte na própria apreensão da vida, é na Arte que o aluno vê a possibilidade de ver as várias faces do mundo, de perceber como as visões e comportamento diferenciadas de cada sujeito em cada situação se comporta o que abre sua consciência para uma reflexão critica, colaborando para o seu desenvolvimento integral e como cidadão.
Através da arte crianças desenvolvem a percepção visual, a observação, analisa e desenvolvem habilidades criando, comunicando e produzindo imagens, sustentando assim a racionalidade.
Histórica e culturalmente as artes, e os artistas manifestaram a cultura de sua época e de seu povo. A Arte é uma cultura visual.
Compreender a educação de Artes requer conhecimentos interdisciplinares com abordagem de diferentes culturas de outras épocas e lugares para favorecer a interpretação e a realização de produções, como conhecimento de si e do mundo. Uma estrutura transdisciplinar atitudes de relação, interpretação, critica e um processo de aprendizagem constante.

“Quando o artista está vivo em qualquer pessoa, qualquer que seja o seu tipo de trabalho, ela se torna uma criatura inventiva, pesquisadora, ousada, expressiva. Torna-se interessante aos olhos de outras pessoas. Perturba, agita, esclarece e abre o caminho para uma melhor compreensão. Quando aqueles que não são artistas estão procurando fechar o livro, ele o abre e mostra que ainda há um grande número de páginas possíveis. (HENRI, apud EDWARDS, 1984, p.17).

A Aprendizagem da Música, da dança e do teatro e suas relações com as sensações
Braga, em seu artigo Arte e sensação: A natureza sintética da sensação na experiência artística segundo Gilles Deleuze, enfatiza como a Arte envolve os sentidos, a emoção, e a sensação. Os nossos sentidos em contato com uma cor, um gosto, um toque, um odor, um ruído, um peso, instantaneamente causa uma sensação.
No caso da música, o ser humano antes mesmo de começar a falar já desenvolve um pensamento musical, através de sons e silêncio articulados desenvolvendo a linguagem musical. Ela é a forma mais antiga expressão. Ajuda a diminuir as barreiras da palavra. Na aprendizagem, el desenvolve capacidades, habilidades e competências.
“A música como sempre esteve presente na vida dos seres humanos, ela também sempre está presente na escola para dar vida ao ambiente escolar e favorecer a socialização dos alunos, além de despertar neles o senso de criação e recreação”. FARIA (2001, p. 24),

Segundo Braga, o ritmo coloca uma sensação de Devir, colocando o ser num terreno de fluxos descodificados, desmaterializados. Como já citado no primeiro capítulo, Betty Edwards, utiliza-se da música apropriada para diminuir o ritmo cerebral e ajudar o lado direito do cérebro, estimulando a liberdade de sensações para efetuar trabalhos artísticos.
Jandot, também fazer referência a música relacionando-a a aspectos sensoriais. O som que chega aos nossos ouvidos na forma de ondas, as sensações psicológicas abstratas causadas pelos ritmos, transforma numa linguagem emocional e pré-verbal que leva os seres humanos a se comunicarem entre si e até com o próprio universo, uma vez que alguns autores como Pitágoras, em sua obra A Musica das Esferas, O Grito dos Animas, de Darwin, explicam o surgimento da música através do movimento dos planetas no espaço.
A música deve ser entendida e ensinada, não só por ser um patrimônio da humanidade. A escola deve incentivar trabalhos onde propicia ao aluno o aprender a ouvir, perceber, descobrir, imitar, repetir sons e estimulá-los a fazerem suas próprias pesquisas sonoras, desenvolvendo a capacidade de sentir, viver e de apreciá-la.
A dança além de carregar elementos históricos, culturais e sociais, ela permite um tipo diferenciado de percepção e compreensão do mundo. É uma forma de conhecimento que envolve a intuição, a emoção, a imaginação e a capacidade de comunicação, além da memória da interpretação da análise, da síntese e da auto crítica, aprendizagem de atitudes e valores.
Artística e esteticamente, através de nossos corpos aprendemos a nossa identidade, ou seja, ela auxilia no autoconhecimento. Ela permite explorar, experimentar, gestos e movimentos corporais, sensações e sentimentos num processo de livre expressão.
Portinari, em História da dança, menciona o surgimento da dança na pré-história, quando os homens batia os pés ritmicamente para aquecer e se comunicar. Já nos primórdios já se tem o conhecimento de sua quanto a harmonia do corpo e espírito.
A educação dramática se refere ao processo de vida, e uma forma de comunicação e de linguagem, onde situações imaginárias desenvolvendo a sensibilidade para relacionamentos pessoais, liberação emocional, o ato de imitar acomoda dentro da estrutura cognitiva, interiorizando saberes, relações, significativos tanto nos aspectos lógicos, sensorial e emocional.
O teatro tem grande importância por ser uma maneira de levar o aluno a se autoperceber, auto-reconhecer, se autodescobrir. O aluno fica mais perceptivo, além disso, contribui pra a formação de idéias, emoções e sensações. No jogo dramático, o trabalho emocional, a memória e a empatia também são trabalhadas, contribuindo para a formação de seres mais responsáveis tanto com eles próprios como com o grupo, por adquirirem autodisciplina..

“O teatro nasce quando o ser humano descobre que pode observar a s mesmo, ver-se em ação. Descobre que pode ver-se no ao e ver...” (BOAL, 1996, p. 27)

Artes Visuais E A Educação da Sensibilidade
As Artes Visuais é uma forma de comunicação humana, que transmite informações, relações e causam sensações diversas nos indivíduos.
Através de signos, símbolos, técnicas, materiais, e das mais diferentes formas de linguagem, mensagens são passadas e transformadas em nossas estruturas mentais, desvelando descobertas inovadoras de nosso interior. Eles são meios de comunicação, sejam elas passadas de modo consciente ou inconsciente, ela causa algum tipo de sensação, comportamento em quem a aprecia. Ela comunica uma mensagem do autor para o espectador, é uma comunicação antes de tudo social.

Como qualquer outro elemento que integra a sociedade a comunicação somente tem sentido e significado em termos das relações sociais que a originam, nas quais ela se integra e sobre as quais influi. Quer dizer que a comunicação que se dá entre as pessoas manifesta a relação social que existe entre essas mesmas pessoas. Neste sentido, os meios de comunicação devem ser considerados, não apenas como meios de informação, mas como intermediários técnicos nas relações sociais.(BORDENAVE, 1993, p.12).

Cinema, teatro, televisão, ambientes virtuais causam as mais diferentes sensações, massificam a Arte e a popularizam, tornando um meio de comunicação acessível e de fácil compreensão perante o público.
Já no caso das artes bi e tridimensionais, a leitura das obras podem se tornar mais complexas. Mas, tal complexidade nunca deixa de trazer ao fruidor algum tipo de sensação.
Com as novas descobertas psicológicas e os novos movimentos artísticos da arte, as imagens do inconsciente vão ganhando importância, revelando uma verdadeira essência expressiva.
Sonhos, criações espontâneas, imagens delirantes, são exemplos de produções de obras expressivas que mesmo advindas do inconsciente podem causar sensações de angústia, medo, com uma lógica própria. Entender uma obra pressupõe uma inferência estabelecida pelas relações de idéias formadas pelas sensações combinadas com fatos e idéias, conduzindo a um processo de reflexão que ultrapassa qualquer outro tipo de leitura. O sistema nervoso apreende a sensibilidade no contato com o objeto sensível, transportando para o exterior em forma de comportamento.
“Por meio da arte as emoções tumultuosas tomam forma e são gradualmente despotencializadas, objetivando forças curativas que se movem em direção à consciência, isto é, à realidade”. (SILVEIRA-2001,p.17)


Referências Bibliográficas

BOAL, O arco-iris do desejo: o método Boal de teatro e terapia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996
BORDENAVE, J. D. & Pereira, A. M. Estratégias de ensino-aprendizagem. Petrópolis, Editora Vozes, 1993
BRAGA, Eduardo Cardoso. Arte e sensação: A natureza sintética da sensação na experiência artística segundo Gilles Deleuze. Revista Digital Art& - ISSN 1806-2962 - Ano II - Número 01 - Abril de 2004.
EDWARDS, Betty. Desenhando com o Lado Direito do Cérebro. Trad. Roberto Raposo. São Paulo: Tecnoprint, 1984.
JEANDOT, Nicole. Explorando o universo da música. São Paulo: Scipione, 1990.
PORTINARI, Maribel. Historia da dança. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1989.
FARIA, Márcia Nunes. A música, fator importante na aprendizagem. Paraná: Assis chateaubriand Centro Técnico-Educacional Superior do Oeste Paranaense, 2001.
SILVEIRA, Nise de. Mundo das Imagens. São Paulo: Ática, 2001.

A SOCIEDADE DE HOJE

O Homem e a Sociedade Que Queremos Formar

A educação formal deve no contexto do mundo contemporâneo levar em conta toda a complexidade tanto do homem, como da sociedade. Os atores responsáveis pela sua execução devem ser reflexivos e críticos a ponto de poder usar ela como meio de transformação de nossa realidade, introduzindo um novo modo de pensar, sobre todas as relações existentes em nosso planeta. Nosso mundo demanda por um novo desafio no que diz respeito à educação: sensibilizar os homens, para que a sociedade seja realmente justa.
Apesar de se tratar de contemporaneidade, essa busca vem desde tempos remotos de nossa humanidade.

“Sócrates sabe que o novo saber, o novo conhecimento que ele preconiza será concernemente ao homem e não as estrelas, e que ele começará pelo próprio homem e não pelos objetos do mundo, o homem aqui considerado será certamente concreto, se tratará de camponeses e artesãos, artistas e pensadores, militares, magistrados, mulheres e sacerdotisas também.” (Misrahi, abud Rios, 2002, p. 149)

O novo saber deve protagonizar sobre o Homem. Para poder formá-lo é preciso antes de qualquer coisa conhecê-lo, ou ainda se autoconhecer. Devemos retornar a observar nossos pensamentos, idéia, emoções e anseios.
O ser humano é um ser complexo. Todas as suas emoções, sentimentos e ações são frutos de experiências adquiridas pela suas relações pessoais, vínculos e formação. É um todo fragmentado em partes, entendê-lo em sua complexidade pressupõe relacioná-lo com o seu meio, condições econômicas, política, psicológica, afetiva, mitológica, etc ou seja, a concepção global. Toda complexidade deve estar envolvida na realidade. Em seu interior há ilusões e erros. O Homem acaba sendo a soma de vários eus, uma identidade instável, onde cada indivíduo vê o mundo de forma subjetiva, sem deixar de ser um todo social.
Nossa sociedade é formada por estes tipos de indivíduos. Somos um espelho de todas essas considerações apontadas, somos seres diferenciados que carregamos essas bagagens interiorizadas de forma semelhantes, somos seres que constratamos em nosso interior, que confrontamos idéias, pensamentos e sentimentos que se afrontam e nos trazem atritos particulares, cotidianamente. E com essa mentalidade, sem nos conhecermos e meditar sobre o que somos formamos algo muito mais complexo, a sociedade. Uma sociedade reflexo de seus cidadãos.
A sociedade que queremos formar é outra muito diferente da que estamos habituados a viver e a se conhecer historicamente. O homem tem buscado uma sociedade que também tenha uma essência, e que nessa essência encontre a felicidade. Felicidade adquirida por um conjunto de relações homem-homem, homem-natureza, homem-sociedade, mais justa e digna, não diferente do que pretende encontrar dentro de si mesmo. A sociedade que almejamos a muito tempo é uma sociedade que tenha por fim a felicidade planetária. Com indivíduos solidários, participativos e sejam conscientes de si mesmos, de seu lugar no mundo e de suas responsabilidades perante a natureza e a sociedade organizada. E, que encontre em sua forma de participar dessa sociedade o prazer de dela pertencer.
Mas, a consciência social que encontramos atualmente é uma consciência insensível presente ns relações homem-homem, homem-mundo. O homem está muito longe de estar caminhando em direção ao que realmente almeja interiormente, ele tem se comportado de forma indiferente, andando pro lado oposto ao que realmente deseja concretizar. Isto tudo é reflexo de sua falta de auto- conhecimento, de se compreender no seu mundo e de percebê-lo como parte de sua felicidade tanto no âmbito pessoal como no coletivo.
Compreender-se é, portanto, a finalidade primordial da comunicação humana. Comunicação subjetiva, comunicação inter-relacional, comunicação com a natureza, comunicação com a sociedade. Compreender é um processo tanto intelectual quanto sentimental, pressupõe inteligência e sensibilidade.

“Já aqui se aponta uma necessidade de superação da dicotomia que se faz entre razão e sentimento (...) É preciso resgatar o sentido da razão que como característica diferenciadora da humanidade, só ganha sua significação a articulação com todos os demais “instrumentos” com os quais o ser humano se relaciona com o mundo e com os outros – os sentidos, os sentimentos, a memória, a imaginação.” (Rios 2002, pp.44 e 45)

Entretanto, estas idéias estão ausente na educação. Não cabe a educação considerar apenas saberes e aptidões, Não há uma compreensão que abranja todos estes conceitos. É urgente a necessidade de uma reforma educacional que atenda a estas perspectivas. Que busque respostas e soluções através de meditações introspectivas profunda.

“Não podemos nos furtar a essa projeção para o futuro, pos que o ato de educar engendra esse fator de construção, conquanto seja o homem o projeto de si mesmo. Somos antes de mais nada, construtores de sentidos, porque, fundamentalmente, somos construtores de nos mesmos, a partir de uma evolução natural”. (Cortella, 1988, p.32)

Cada indivíduo vê o mundo de forma subjetiva, forma esta que se estrutura em sua mente. Apor isso, a reforma da mentalidade, ou seja, do pensamento é vital.
A mente humana aspira por mudanças drásticas. O homem que o mundo demanda formar é um homem sensível, reflexivo, crítico e atuante. Um homem que reaja contra a desumanização. Um homem com valores éticos, capaz de usar de empatia e olhar para o mundo com olhos apaixonantes. Formar o homem que apesar de sua liberdade, seja responsável, com compromissos sociais, que seja participativo na sociedade, e esta por sua vez, então, sim, se tornará mais justa.
A educação pressupõe primeiramente reformar o pensamento. Por isso, é importante entender a mente humana.

Referências Bibliográficas
CORTELLA, Mario Sergio. A escola e o Conhecimento: Fundamentos Epistemológicos e Políticos. São Paulo: Cortez, 1999.
MORIN, Edgar. . Os Sete Saberes Necessários à Educação do Futuro. Trad. Catarina Eleonora F. da Silva e Jeanne Sawaya. São Paulo: Cortez, 2000.
RIOS. Terezinha Azerêdo. Ética e Competência. São Paulo: Cortez, 1999.

JIMMY

Não que ele tem uma agenda ou qualquer coisa


Jimmy recentemente publicado sobre a visita Anjem Choudary para os EUA. Ninguém - e eu quero dizer ninguém - exceto de asa direita e nozes sortidas Islamophobes Choudary paga a menor atenção . Ele é como um presente para o malucos que se questiona se eles realmente mantê-lo na folha de pagamento, tão bem que ele pode ser invocado para bico absurdo. Para Jimmy ", ele é tratado como se ele é normal, equilibrada, racional humano. Ele não é nada do tipo." Bom local, Jim.

Mais recentemente, Jimmy admitiu que "provavelmente é verdade que ele (Choudary) tem pouco a seguir na Grã-Bretanha". Mas ele é "ainda à espera de média, cumpridores da lei, todos os dias os muçulmanos britânicos a denunciá-lo em números, no entanto. Será que você saiba quando o fazem."

PAULO FREIRE

A PALVRA É COMO SE FOSSE UM AMULETO, ALGO JUSTAPOSTO AO HOMEM QUE NÃO DIZ, MAS SIMPLESMENTE A REPETE.